Harry Potter e a Criança Amaldiçoada – J.K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany

[Contém Spoilers!]

Ufa! Consegui finalmente chegar no blog, depois de meses!

Esse semestre foi muito conturbado para mim: primeiro, eu casei. 😍❤️

Segundo, precisei escrever todo o meu Trabalho de Conclusão de Curso, que é normalmente feito em dois semestres! Não cabe aqui explicar os motivos, visto que a responsabilidade praticamente não foi minha, porém a verdade é que tive de recomeçá-lo do zero. Mas é o que eu sempre digo, se não ocorressem todas as intempéries possíveis, não seria eu, não é mesmo?

Sendo assim, foi a primeira vez na minha vida que fiquei 5 meses sem ler literatura!

Agora nas férias de julho, não li muitos livros também. Não adianta, chegou a época da vida que não dá mais pra ler 50 livros (fictícios) em um ano.

Mas aproveitando os últimos dias, li Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, que ganhei no fim do ano e ouvi diversas críticas negativas pelo fato de ser o roteiro de uma peça teatral, e não prosa como os outros livros. Achei realmente que pudesse vir a me decepcionar, não apenas pelo fato de ser um roteiro, mas também pelo fato de eu não ter mais 10 anos como na época em que li o primeiro livro; achei que não seria tão mágico, tão emocionante.


A verdade é que eu não me decepcionei nem um pouco com o texto. Certamente um roteiro não é o mesmo que prosa, mas todos os personagens que me cativaram e ajudaram na formação da pessoa que sou hoje estavam lá! Até mesmo os tão queridos que já haviam falecido. Todos estiveram lá, dando um gostinho de nostalgia, dando um gostinho da emoção que eu sentia naquela época.

Nessa nova história, Harry Potter agora tem seus 40 anos e é funcionário de alto escalão do Ministério da Magia (junto de Hermione Granger, agora Ministra). Ele é pai de 3 filhos, sendo o principal da história o Alvo Severo, nominado assim como uma maneira de homenagear dois dos melhores personagens que já existiram:


O medo de Alvo Severo em ir para a “Casa dos Maus”, acaba se tornando verdade. O filho do Harry Potter ia para a Sonserina! Não posso negar o quanto achei esse fato inusitado! Lá ele faz amizade com Escórpio, que é ninguém menos que filho de Draco Malfoy. Nenhum dos pais gosta que eles sejam amigos, porém, ninguém é capaz de separá-los.

Somado a isso, Alvo e Harry começam a passar por vários problemas de relacionamento, sendo que para Alvo é um fardo ser filho do “Menino que Sobreviveu”:

O enredo inicia realmente quando o pai de Cedrico Diggory aparece na história para requerer ajuda de Harry para salvar seu filho, que na sua concepção foi morto inteiramente por culpa de Harry. Pede que voltem no tempo para evitar sua morte, e Harry especifica que não há como, pois voltar no tempo é algo muito complicado e que pode acarretar danos imensuráveis.

Quem acaba ouvindo essa história é Alvo, que convence Escórpio a realizar com ele a tarefa que seu pai se nega. Achei um pouco forçada essa parte, visto que “do nada” eles resolvem arriscar a vida por um completo desconhecido vinte e tantos anos atrás. Acredito que Alvo só faz isso querendo provar que é tão bom e corajoso quanto seu pai.

Claro que mudar o passado não é tarefa fácil, e as consequências podem ser perturbadoras (conforme eu lia o roteiro, lembrava do filme Efeito Borboleta, que já me marcou muito também). Obviamente que não dá certo: eles salvam Cedrico e por algum motivo ele se torna um Comensal da Morte, e nessa nova realidade que eles criam, o mundo é governado por Voldemort.

Assim, várias vezes eles viajam no tempo, alterando os fatos, algumas coisas mudando para melhor, mas a maioria para pior. A parte mais surpreendente foi pensar que toda a história de viajar no tempo na verdade foi manipulada por uma menina que aparece para ajudar Alvo e Escórpio, que viria a ser ninguém menos do que filha do próprio Voldemort! Acho que já dei spoiler demais, né?

Por fim, o comentário geral é que quase todo mundo odiou a história, achou mal escrita, personagens mal construídos etc. Mas temos que ter em mente que isso é apenas o roteiro de uma peça de teatro, que creio eu, deve ser fantástica de assistir! Mesmo tendo acesso apenas a diálogos, eu amei a premissa da história, mesmo não possuindo todo aquele ritmo. Repito, é bom demais relembrar esses personagens que iniciaram a minha vida literária.

Muita gente também criticou a personalidade dos personagens, dizendo que estavam muito diferentes. É fato, porém, parece que poucos percebem que 20 anos se passaram. Que as pessoas amadurecem e evoluem. Harry Potter é um homem adulto e não um adolescente escolhido para salvar o mundo do mal. Nossa personalidade não fica estagnada no tempo, e claro que as pessoas mudam. Com o tempo todos nós nos tornamos também pessoas mais “duras”, mais fechadas, mais amarguradas, ainda mais em situações difíceis da vida.

Por fim (agora finalizando mesmo!), cada cena desse roteiro me fazia lembrar das outras histórias, de cada uma dessas cenas que me marcaram e me emocionaram no passado, e agora voltaram para que eu sentisse tudo isso novamente. Só por isso, já valeu a pena!

Muito obrigada, J.K. Rowling! ❤️

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