Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Depois de muitos anos cultuando 1984, de George Orwell e Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley, acabei conhecendo recentemente outro clássico do gênero: Fahrenheit 451.

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Sinopse: Imagine uma época em que os livros configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros – profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem “famílias” com as quais se pode dialogar, como se estas fossem de fatos reais.

Ano: 2012 (edição),  1953 (publicação)

Páginas: 215

Editora: Biblioteca Azul

Comentários:

A premissa desse livro é surpreendente: uma sociedade em um futuro incerto, onde todos os livros são proibidos – e queimados. 

O curioso é que, essa sociedade não queima livros por decretos governamentais. O status perigoso dos livros surgiu espontaneamente, através de uma sociedade que foi se estupidificando com o tempo. Ler é considerado não apenas uma coisa perigosa, mas também um caminho para a infelicidade. Não apenas a leitura torna o ser humano um ser político, participativo, um ser que se indigna perante atrocidades, mas também torna-o infeliz ao estudar questões trazidas por filósofos, sociólogos. Portanto, com o fim de se ter uma sociedade em que todos são felizes, o corpo de bombeiros é o responsável por trazer esse status, queimando todos os livros.

As pessoas não conversam  mais entre si pois não acham isso interessante, o importante é apenas acompanhar os programas que passam em suas enormes televisões tridimensionais. Os livros são considerados inúteis, pois tratam de pessoas “inexistentes”. A vida deve ser feliz, sem preocupações. Os problemas sociais, políticos, ou filosóficos inexistem. 

O personagem principal da história, o bombeiro Guy Montag é apenas mais uma pessoa dessa sociedade, e principalmente, um agente que torna tudo isso possível. Mas sua vida muda de rumo quando o Corpo de Bombeiros recebe uma denúncia sobre uma senhora que possui uma biblioteca em casa. Chegando lá, eles pedem para ela sair da casa, pois apenas os livros são queimados, mas ela se nega, e prefere morrer junto aos seus tão amados livros. Isso intriga Montag, pois se uma pessoa chega a esse ponto para defender sua biblioteca, talvez os livros não sejam tão inúteis assim.

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A partir daí, o jogo vira. Montag, de agente governamental passa para o outro lado. Faz contato com um antigo professor que vive escondido e busca informações sobre diversos livros. Acaba por fim conhecendo um grupo de pessoas que fogem da sociedade, do governo, que estão à parte da dita “civilização”, e que vivem com um único objetivo: eles mantém vivas as memórias dos livros.

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Por fim, resta um pouco de sinceridade: Não gostei muito da maneira como a história é escrita, aspectos técnicos, o jeito que o escritor coloca a sua narrativa. Mas certamente em questão de enredo, criatividade, e principalmente na lição que nos trás, está entre os melhores livros que li esse ano, se não for o melhor! 🙂 

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