Como Eu Era Antes de Você – Jojo Moyes

Sempre fui uma pessoa com muitos preconceitos literários, mas de um tempo para cá estou mudando isso, abrindo minha mente para leituras que nunca faria. Um dos maiores preconceitos que tinha era a literatura de massa, principalmente a voltada às mulheres. Aqueles livros que “todo mundo fala”, inclusive quem não costuma ler literatura.

Talvez devido à minha criação (sempre convivi muito mais com pessoas do sexo masculino, na infância e pré adolescência), eu tenha inconscientemente absorvido que é “feio” ou “errado” demonstrar sentimentos. Quem me conhece pessoalmente sabe que não sou uma pessoa do toque. Dificilmente darei um abraço sem que essa atitude parta da outra pessoa. Mas isso não é frieza, eu apenas não estou acostumada a isso.

Enfim, digo isso pois claramente nunca leria esse livro caso não me propusesse à me despir dos preconceitos. Romances e livros “de mulherzinha” nunca tiveram nada a ver com essa minha personalidade.

O fato é que abandonei essa aversão aos livros “femininos”. Recentemente li O Diário de Uma Paixão, chorei demais, depois vi o filme e desidratei o que restava! hahaha

Agora, leio o segundo livro da minha vida nessa filosofia “não preconceituosa”, e confesso que também gostei muito!

Vamos então ao que interessa…

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Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Sua vidinha ainda inclui o trabalho como garçonete num café de sua pequena cidade – um emprego que não paga muito, mas ajuda com as despesas – e o namoro com Patrick, um triatleta que não parece muito interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor tem 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de ter sido atropelado por uma moto, o antes ativo e esportivo Will agora desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Sua vida parece sem sentido e dolorosa demais para ser levada adiante. Obstinado, ele planeja com cuidado uma forma de acabar com esse sofrimento. Só não esperava que Lou aparecesse e se empenhasse tanto para convencê-lo do contrário.
Uma comovente história sobre amor e família, Como eu era antes de você mostra, acima de tudo, a coragem e o esforço necessários para retomar a vida quando tudo parece acabado.

Ano: 2013

Páginas: 320

Editora: Intrínseca

Comentário:

Como eu era antes de você trata de uma situação muito delicada, de uma mulher, Louisa Clark, que apesar de ter 26 anos, não sabe o que quer para a sua vida, e após ser demitida, consegue um trabalho que paga muito bem, como cuidadora de William Traynor, que é tetraplégico. Will, antes de sofrer o acidente que o deixa nessa situação, era um homem de vida intensa: esportes radicais, nunca ficava parado, estava sempre aproveitando o que pudesse da vida.

Logo no início, Will se mostra uma pessoa muito amarga, que debocha de Lou sempre que pode, e a faz se sentir triste e desnecessária. Mas com o passar dos dias ela acaba percebendo que, no lugar dele, também não estaria nada feliz, e acaba “devolvendo na mesma moeda”, até que ele percebe que ela está ali para ajudá-lo.

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Com o passar do tempo vemos que os dois se tornam muito próximos, e a presença de Will também melhora a vida de Louisa imensamente, fazendo com que eles se ajudem mutuamente. Ele a faz encontrar rumos para a sua vida, ser uma pessoa que arrisca mais, a incentiva a iniciar uma faculdade, abrir seus horizontes.  Ao mesmo tempo, Lou descobre que Will pretende se matar dentro do prazo de seis meses, e se propõe a fazer de tudo para que ele desista da ideia.
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Nesse livro temos um debate muito importante sobre a Eutanásia, assunto que traz sempre muito alvoroço e polêmica, mas que na minha opinião é bem mais simples: Se a pessoa está tão desesperada à ponto de recorrer a esses meios, o que é sociedade, Igreja e etc para julgar ou condenar? Ninguém sabe o que é o sofrimento de estar com uma enfermidade incurável, sem perspectivas de futuro. Não cabe a quem é saudável e não tem a mínima noção do que é passar por uma situação assim, “obrigar” a pessoa a permanecer viva.

Louisa Clark entendeu assim. Não era justo que Will permanecesse vivo “apenas” por ela o amar. O fato de amá-lo que tornava claro que ela deveria deixá-lo fazer o que o deixava mais feliz e que o livraria de todo o sofrimento.

 

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7 comentários sobre “Como Eu Era Antes de Você – Jojo Moyes

  1. Olá, Bettina.
    Li Como eu era antes de você recentemente e, para mim, é um livro para a vida.
    Gostaria de comentar um pouco acerca do que você falou sobre o preconceito com os livros tidos como “de mulherzinha”, rótulo que detesto por sinal, primeiro por parecer inferiorizar a mulher, e depois, por inferiorizar um gênero ou tipo de literatura. Enfim, fiquei feliz por saber que está dando uma chance a livros diferentes da sua zona de conforto, é sempre bom tentar algo novo. E fiquei ainda mais contente por está quebrando velhos preconceitos enraizados. Penso que isso é muito importante, principalmente por existir muitos leitores que sofrem o chamado preconceito literário, conheço alguns relatos de leitoras que são alvo de comentários ofensivos por gostarem de literatura erótica, e fico me perguntando o porquê. Penso que a leitura é acima de qualquer coisa um ato prazeroso, algo que nos faça sentir bem, independente de qual gênero. Se não gostar de tal tipo de livro, não leia, não é verdade? Ou leia antes de ter uma opinião formada…mas aceite o gosto do outro.
    Só quis salientar como é importante nos livrarmos de julgamentos preconceituosos, assim como você fez. Fico feliz que tenha gostado do livro!
    Também adoro O diário de uma paixão!♥
    E desculpe pelo comentário enorme rsrs

    Curtido por 1 pessoa

  2. Oii Cailes! Pois é, reforçando o que você disse, literatura “de mulherzinha” é um rótulo que inferioriza, por isso fiz questão de dizer isso entre aspas! Eu mesma não leio apenas clássicos e grandes livros (como você pode ver umas resenhas do Dan Brown por aqui), e acho ridícula essa inferiorização literária que algumas pessoas fazem! Acho que cada um tem o seu tempo, as suas fases… Ninguém vai começar a ler literatura russa do nada, e mesmo que leia, nem por isso não pode ler também literatura erótica, como você falou. Obrigada pela visita, fiquei muito feliz com o teu comentário, volte sempre! ♥

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  3. eu não consigo aceitar o final, mas é realmente um bom livro, que faz parte da minha estante. Espero que ela ainda escreva um livro onde os dois superaram juntos a dificuldades, e não só um seguir adiante.

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